Segundo os ambientalistas, que mais uma vez alertaram “para o grande prejuízo ambiental e paisagístico no vale do Corgo”, a solução que consta do RECAPE apresenta “constrangimentos inadmissíveis para uma obra que integra a Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T), nomeadamente, inclinação máxima dos trainéis de 5,5 por cento, curva convexa com 10 000 metros de parâmetro, velocidade base de 100 km/h em 9 por cento da extensão total do lote, ausência de via de lentos em 2900 metros de extensão, no troço que irá funcionar como circular exterior a Vila Real”. “Deste modo, esta opção vai agravar a mobilidade dos cidadãos, dado que as Estradas de Portugal e os decisores políticos estão a transformar uma via europeia numa circular interna”, defendem os ambientalistas.
João Carlos Batista, da Quercus, voltou a lembrar que esta opção é “altamente penalizadora” não só a nível ambiental mas também no que diz respeito aos custos financeiros. “Para além disso este viaduto vai comprometer o desenvolvimento a Sul do concelho e vai comprometer o turismo”, referiu ainda o mesmo responsável. in AFM
Todos queremos o desenvolvimento. Nem todos o queremos a qualquer custo. Polémica, a passagem da A4 por Vila Real vai levantar ainda muitas ondas. Preservação ambiental, viabilidade financeira ou a adequação às necessidades futuras são temas que se colocam, e bem, em discussão.
Por um lado, concordo perfeitamente com o “simples” alargamento do IP4. Não gostaria de ver descaracterizada por completo uma bela paisagem (subaproveitada do ponto de vista turístico), muito menos de ver repetido, por exemplo, o erro do viaduto de Vila Pouca. Por outro, não me é difícil reconhecer a utilidade de uma “circular” para Vila Real, dada a sua importância no alívio do trânsito citadino.
Mas se os constrangimentos do novo troço são semelhantes aos do alargamento do IP4, então prefiro, de longe, esta última opção.
